Anvisa aprova ‘Ozempic brasileira’, e EMS sai na frente no mercado de canetinhas emagrecedoras.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro do Ozivy, medicamento à base de semaglutida fabricado pela EMS. Essa decisão, publicada na última segunda-feira (25), marca a primeira aprovação de um concorrente nacional da substância após o fim da patente da Novo Nordisk no Brasil. A semaglutida é o princípio ativo dos medicamentos Ozempic, indicado para diabetes tipo 2, e Wegovy, aprovado para obesidade.
A queda da patente da Novo Nordisk, em março deste ano, abriu as portas do mercado bilionário dos medicamentos à base de semaglutida para farmacêuticas que queriam disputar espaço. Desde então, várias empresas correram para registrar produtos semelhantes. A EMS, que foi a primeira empresa a concluir o processo com sucesso, teve o Ozivy classificado como medicamento novo, na categoria de análogo sintético. Esse foi o único medicamento que seguiu a ordem cronológica e de prioridade para medicamentos da classe GLP-1 definida pela agência reguladora.
A aprovação do Ozivy é considerada um marco regulatório relevante do mercado brasileiro de semaglutida. Analistas do Santander avaliam que a decisão pode abrir caminho para novas aprovações de medicamentos da classe GLP-1 atualmente em análise na Anvisa. Além disso, o banco também vê impacto positivo para redes de farmácia, diante da expectativa de aumento de volume com versões potencialmente mais baratas da semaglutida.
O Ozivy, que é uma versão sintética de um medicamento originalmente biológico, precisa ser mantido refrigerado entre 2°C e 8°C antes e após a utilização. A diferença em relação ao Ozempic, que não precisa ser armazenado em refrigerador, pode ser importante para alguns usuários. Além disso, o Ozivy foi aprovado para o tratamento de adultos com diabetes mellitus tipo 2, podendo ser utilizado em conjunto com dieta, exercícios físicos ou outros medicamentos.


