Anvisa libera produção de Ypê após nova inspeção na fábrica de Amparo

A Anvisa autorizou a retomada da produção de detergentes da marca Ypê, após uma reinspeção conjunta realizada com as vigilâncias sanitárias estadual e municipal na fábrica de Amparo, no interior de São Paulo.

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O presidente da Anvisa, Leandro Safatle, anunciou a decisão após a verificação de que a Química Amparo, fabricante da marca Ypê, havia implementado as principais ações corretivas necessárias para garantir a segurança dos produtores. A decisão fecha, ao menos parcialmente, uma crise que durou três semanas e teve um impacto considerável na empresa. A retomada da produção valerá para os produtos de lava-roupas líquido, lava-louças líquido e desinfetantes, que estão imediatamente suspensos. Além disso, a comercialização e o uso dos produtos identificados pelo final de lote “1”, fabricados a partir de 1º de abril, também foram liberados.

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A suspensão havia sido determinada pela Anvisa no dia 7 de maio, após uma inspeção conjunta com as vigilâncias sanitárias estadual e municipal que identificou falhas graves no processo produtivo da fábrica de Amparo, incluindo descumprimentos nos sistemas de garantia de qualidade, produção e controle. O risco apontado era de contaminação microbiológica. A denúncia à Anvisa foi feita pela concorrente Unilever. O Fantástico revelou imagens da inspeção que mostram equipamentos com marcas de corrosão e restos de produtos sendo devolvidos às linhas de envase. Pessoas próximas à empresa afirmaram que as imagens mostravam áreas fora de uso.

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Essa não é a primeira vez que a Química Amparo enfrenta problemas na produção de seus produtos. Em 2024, a Anvisa havia determinado o recolhimento de lotes da Ypê por risco de contaminação microbiológica. Em novembro de 2025, a própria empresa fez um recolhimento voluntário ao identificar a bactéria Pseudomonas aeruginosa em lotes de lava-roupas. A agência, nesse ano, afirmou ter encontrado falhas nas Boas Práticas de Fabricação, o que levou à suspensão da produção. O presidente da Anvisa destacou que a empresa apresentará laudos de laboratórios autorizados pela agência para que os produtos fabricados até 31 de março sejam liberados para a comercialização. Até então, esses produtos devem permanecer armazenados em local seguro e não devem ser descartados.

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