Copasa: governo adia privatização agora em Minas Gerais para avaliar novas propostas

O governo de Minas Gerais decidiu adiar o processo de privatização da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), frustrando os planos das empresas interessadas, como a Equatorial e a Aegea, que estavam se preparando para apresentar suas propostas. A mudança no cronograma foi anunciada após o recebimento de novas propostas até segunda-feira, o que levou o governo a decidir alterar os termos do processo de privatização. Com isso, a escolha do investidor estratégico, que será o novo controlador da empresa, não será mais realizada nesta quarta-feira, como inicialmente previsto. A alteração no cronograma dará mais tempo para o governo avaliar as novas propostas recebidas e, se necessário, abrir um novo período para tentar atrair mais concorrentes.

A Copasa informou que determinadas condições divulgadas em 20 de maio de 2026 serão objeto de alteração, com a consequente divulgação de uma nova versão do prospecto preliminar da oferta. No entanto, a company não divulgou quais condições serão alteradas ou um novo cronograma. A proposta original previa a divulgação do novo investidor estratégico que assumiria 30% das ações da companhia nesta quarta-feira, com o fim do processo de “bookbuilding” previsto para 2 de junho e o início das negociações do novo lote de papéis vendidos pelo governo de Minas na B3 para 5 de junho. Com o adiamento, esses prazos serão redefinidos. As ações da Copasa apresentaram queda de 6,48% após a divulgação do adiamento, cotadas a R$ 49,83 por volta de 11h20.

As propostas em cima da mesa, apuradas pelo mercado, pertencem aos controladores da Aegea (Itaúsa, Equipav e o fundo soberano de Cingapura, o GIC), que deverão disputar com a Equatorial, investidora de referência da Sabesp. O governo de Minas Gerais ainda não divulgou quais são as condições que serão alteradas no processo de privatização, mas a Copasa informou que as medidas “decorrem de instruções do acionista vendedor”, ou seja, do governo de Minas Gerais. Após as alterações, o Comitê de Coordenação e Governança de Estatais da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico deverá se manifestar em relação às mudanças, e apenas após a aprovação é que as novas condições vão ser incorporadas à oferta e um novo prospecto será reapresentado, indicando inclusive o novo cronograma da oferta.

A decisão de adiar o processo de privatização da Copasa pode ser vista como uma tentativa do governo de Minas Gerais de atrair mais concorrentes e garantir um melhor preço para a venda da empresa. Com o adiamento, as empresas interessadas terão mais tempo para avaliar as condições do processo e apresentar suas propostas. Além disso, o governo de Minas Gerais também pode usar o tempo extra para reavaliar as propostas recebidas e negociar melhor com as empresas interessadas. Com isso, o processo de privatização da Copasa pode se tornar mais competitivo e transparente, o que pode ser benéfico para a empresa e para os acionistas.

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