Estatais federais registram rombo de R$ 5,93 bilhões no primeiro quadrimestre de 2026

As estatais bateram recorde em 2026, com rombo primário acumulado de R$ 5,93 bilhões entre janeiro e abril. Este é o pior resultado do primeiro quadrimestre desde que o Banco Central começou a coletar dados, em 2002. Além disso, este déficit já superou o registrado em todo o ano de 2025.

A série do Banco Central analisa o resultado primário das estatais federais, que é a diferença entre a receita do faturamento próprio das empresas e suas despesas operacionais e investimentos, excluindo a conta de juros. Esse cálculo não inclui a Petrobras, Eletrobras e os bancos públicos, que possuem dinâmica comercial própria e maior autonomia financeira. O resultado negativo indica que as despesas das estatais federais superaram suas receitas no período, fazendo com que o governo precise aportar recursos externos para equilibrar o caixa.

Os Correios são a estatal que mais contribui para esse déficit. A empresa registrou prejuízo líquido de R$ 3,1 bilhões no primeiro trimestre de 2026, o que representa alta de aproximadamente 82% frente aos R$ 1,7 bilhão negativos do mesmo período de 2025. Essa deterioração é resultado das dificuldades logísticas e comerciais estruturais que o governo classifica como o principal foco de atenção fiscal do grupo. Além disso, o déficit não está distribuído de forma uniforme entre as estatais. Cada uma delas tem suas próprias necessidades e dificuldades que contribuem para esse resultado negativo.

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