Governo de Minas abre novamente leilão da Copasa com preço mínimo em alta

O governo de Minas Gerais está avaliando refazer o processo de privatização da Copasa após duas propostas para adquirir uma participação de 30% na companhia de saneamento terem ficado abaixo do preço mínimo estipulado. As propostas, apresentadas pela Equatorial Energia e por um grupo de investidores que inclui a Aegea Saneamento e Participações e seus acionistas, ficaram cerca de 10% abaixo da cotação das ações da Copasa e aproximadamente 5% abaixo do preço mínimo esperado pelo governo. A diferença entre as duas propostas era de cerca de 2%.

As autoridades podem tentar atrair mais interesse ao divulgar ao mercado o preço mínimo que estaria disposto a aceitar, um formato incomum para esse tipo de transação. O governo estuda reabrir o período de apresentação de propostas, mas ainda não há uma decisão definitiva sobre como proceder. A Copasa informou que, em razão de “fatores supervenientes”, algumas das condições da venda, incluindo o cronograma, “serão objeto de alteração”. A companhia não deu detalhes sobre as ofertas.

Enquanto isso, o fundo de infraestrutura Perfin, que não participou da disputa, vem acumulando ações da Copasa no mercado e agora detém uma participação de cerca de 18% na companhia. O fundo pretende continuar ampliando sua fatia e busca comprar R$ 1 bilhão em ações da Copasa em uma oferta subsequente à privatização. A Copasa passou a considerar uma mudança de estratégia e a venda da participação por meio de uma oferta pública de ações, possibilidade prevista no prospecto da operação.

As ações da Copasa chegaram a cair 7,3% nesta quarta-feira, na maior queda intradiária em mais de um ano. Os papéis recuavam 4,4% às 16h11, no segundo pior desempenho do Ibovespa. O grupo liderado pela Aegea inclui a Itaúsa, o fundo soberano de Singapura GIC e a Equipav Saneamento. A Aegea participa com uma fatia significativa, mas não divulgou detalhes sobre a composição do grupo. A Copasa informou que segue as orientações de sua controladora, o governo de Minas Gerais.

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