Taxas Tesouro Direto: quanto custa investir e o que é isento?

As taxas Tesouro Direto estão entre as maiores dúvidas de quem começa a investir. Muitos acreditam que existem cobranças escondidas ou que aplicar é complicado. Na prática, o Tesouro Direto é simples e acessível, sendo a opção ideal para quem quer começar a investir com pouco dinheiro.

Neste artigo, você vai entender exatamente quais são as taxas do programa do Tesouro Nacional hoje, quanto custa investir, como funciona a isenção da taxa da B3 para quem tem até R$ 10 mil no Tesouro Selic e quanto sobra do seu dinheiro em simulações reais de R$ 100 e R$ 1.000.

Quais são as taxas Tesouro Direto hoje?

Existem apenas dois custos possíveis: a Taxa de Custódia da B3 e a taxa da corretora. A Taxa de Custódia da B3 é obrigatória, já a taxa da corretora, muitas vezes, pode ser zero. Dessa forma, não existe nenhuma taxa escondida ou surpresa no meio do caminho quando falamos das taxas Tesouro Direto.

Assim, diferente do que muitos pensam, investir no Tesouro Direto não é complicado. Você só precisa conferir se sua corretora cobra taxa de administração. Para facilitar essa escolha, vale comparar as opções disponíveis e analisar qual instituição faz mais sentido para o seu perfil financeiro.

O que é a Taxa de Custódia da B3 (e quem não paga)

A Taxa de Custódia da B3 é uma das principais taxas Tesouro Direto e corresponde a 0,20% ao ano sobre o valor investido. Ela é cobrada pela B3 (a Bolsa de Valores brasileira) para guardar e administrar seus títulos. É uma taxa anual, mas o valor é descontado proporcionalmente ao longo do tempo.

Agora vem o ponto mais importante para quem investe pouco: existe isenção da taxa da B3 para quem tem até R$ 10.000,00 no Tesouro Selic. Isso significa que, se você investe até R$ 10 mil apenas no Tesouro Selic, você não paga os 0,20% ao ano.

Para jovens que estão começando com R$ 100, R$ 200 ou R$ 500 por mês, essa regra muda tudo. Na prática, você pode investir por bastante tempo sem pagar essa taxa. Esse é o grande diferencial que pouca gente explica quando fala sobre taxas Tesouro Direto.

Taxa de Administração: Como conseguir taxa zero

A segunda cobrança possível dentro das taxas Tesouro Direto é a taxa da corretora (ou banco). Antigamente, muitas instituições cobravam até 0,5% ao ano.

Atualmente, é diferente: a maioria dos bancos digitais e corretoras oferece taxa zero de administração para o Tesouro Direto. Alguns exemplos de instituições que normalmente oferecem taxa zero são:

  • Nubank
  • Inter
  • C6 Bank
  • XP

Mas sempre vale conferir antes de abrir conta. Entender como escolher banco digital pode ajudar você a avaliar taxas, serviços e facilidade de uso antes de tomar a decisão. Hoje é totalmente possível investir pagando apenas a taxa da B3 e, dependendo do valor aplicado no Tesouro Selic, talvez nem isso.

Imposto de Renda no Tesouro: Tabela regressiva

Além das taxas Tesouro Direto, existe o Imposto de Renda sobre o lucro. A cobrança segue uma tabela regressiva, ou seja: quanto mais tempo você deixa o dinheiro investido, menos imposto paga. Veja melhor como funciona na tabela abaixo:

Prazo do investimentoAlíquota de IR
Até 180 dias22,5%
181 a 360 dias20%
361 a 720 dias17,5%
Acima de 720 dias15%

O imposto é cobrado apenas sobre o rendimento, não sobre o valor total investido. Por exemplo: se você investiu R$ 1.000 e ganhou R$ 100 de rendimento, o IR incide apenas sobre os R$ 100.

Diferente de alguns investimentos, aqui não existe isenção imposto de renda para pessoa física, mas como a alíquota cai ao longo do tempo, investir pensando no médio prazo faz mais sentido.

O que é IOF e por que esperar 30 dias

O IOF é outro imposto que pode aparecer nas taxas Tesouro Direto, mas apenas se você resgatar em menos de 30 dias. Ele funciona assim: quanto menos tempo o dinheiro fica aplicado, maior o IOF. A alíquota começa alta e vai diminuindo diariamente até zerar no 30º dia.

Dias após o investimentoAlíquota de IOF sobre o rendimento
1º dia96%
5º dia83%
10º dia66%
15º dia50%
20º dia33%
25º dia16%
30º dia0%

Perceba que o imposto incide apenas sobre o rendimento, não sobre o valor investido. Mesmo assim, nos primeiros dias, ele pode consumir quase todo o lucro.

Por exemplo: se você investir hoje e sacar em 10 dias, parte do seu rendimento será consumida pelo IOF. Por isso, para objetivos de médio prazo, o ideal é sempre deixar o dinheiro aplicado por mais de 30 dias.

Simulação: Quanto sobra do meu dinheiro?

Para facilitar a visualização, veja um exemplo prático. Ao investir R$ 100 no Tesouro Selic por uma corretora com taxa zero, você não paga taxa de administração. Se tiver até R$ 10 mil aplicados, há isenção da taxa da B3 (0,20% ao ano). Assim, paga apenas IR sobre o lucro e IOF se resgatar antes de 30 dias.

Agora imagine um investimento de R$ 1.000,00 com rendimento bruto de 10% ao ano. Após mais de dois anos, o ganho seria de R$ 100. Com a alíquota mínima de 15% de Imposto de Renda, o valor pago seria R$ 15 sobre o lucro.

Assim, o rendimento líquido seria de R$ 85. Mesmo com as taxas Tesouro Direto e impostos, o resultado tende a superar a poupança. Para organizar seus aportes e acompanhar a evolução do dinheiro, uma planilha controle financeiro pode ajudar.

Taxas do Tesouro vs. Poupança: Qual compensa mais?

Muita gente compara apenas a facilidade da poupança, mas esquece de analisar rendimento e taxas Tesouro Direto. A poupança não cobra taxa nem Imposto de Renda, porém costuma render menos na maioria dos cenários.

Já o Tesouro Selic pode ter isenção da taxa da B3 até R$ 10 mil, tem IR regressivo e, no médio prazo, tende a render mais. Para objetivos de médio prazo, costuma ser mais vantajoso, mesmo considerando suas taxas.

Artigos Relacionados