Apostas otimistas perdem US$ 1,6 bi com queda de 9%
O mercado de criptomoedas passou por uma liquidação massiva na quarta-feira (3), causando perdas significativas para traders alavancados. Segundo relatos, posições compradas perderam US$ 1,6 bilhão, com ativos como Ethereum (ETH), Solana (SOL) e Dogecoin (DOGE) liderando as perdas. Essa queda foi tão abrupta que a exchange HTX registrou o maior unwind individual do pregão, com uma posição comprada de BTC-USDT no valor de US$ 59,67 milhões liquidada.
A liquidação em cascata é um fenômeno comum em plataformas centralizadas, onde operadores costumam usar alavancagem elevada para maximizar ganhos. No entanto, isso os deixa exposidos ao risco de perdas. Nesse caso, traders que buscaram ativos de maior beta para aumentar seus ganhos durante o rali anterior, acabaram se concentrando em altcoins. Isso significa que, quando esses ativos começaram a cair, as liquidações em cascata foram inevitáveis. A queda dos preços desses ativos pressionou ainda mais as exchanges, tornando o processo ainda mais desgovernado.
A pressão sobre as exchanges foi intensa, com ETH, SOL e DOGE liderando as perdas percentuais, cada um caindo cerca de 9% no período. O Bitcoin também sofreu pressão vendedora, embora em menor intensidade relativa. A situação foi agravada pela concentração de liquidações em altcoins, o que significa que os traders que mais se arriscaram foram os que mais perderam. Esse foi o caso de uma posição comprada de BTC-USDT no valor de US$ 59,67 milhões liquidada na exchange HTX.
Em geral, a liquidação em cascata ocorre quando o preço de um ativo cai abaixo do nível de margem de uma posição alavancada. Nesse caso, a exchange executa a venda forçada, o que pressiona ainda mais o preço e aciona novas liquidações em sequência. O resultado é uma aceleração abrupta da queda, desproporcional ao movimento inicial do mercado. Esse é o risco que os traders alavancados correm quando investem em criptomoedas, e o ocorrido na quarta-feira (3) serve como lembrete do risco concentrado em plataformas centralizadas.


