Alliança Saúde lança renovação de liderança após saída de Ricardo Sartim
A Alliança Saúde anunciou mudanças significativas em sua liderança após a renúncia do CEO, CFO interino e membro do conselho, Ricardo de Magalhães Sartim, que deixou todos os cargos por motivos pessoais. A saída foi comunicada ao mercado nesta sexta-feira (24) e, segundo a companhia, já iniciou o processo de sucessão para as posições ocupadas pelo executivo. Durante sua gestão, Sartim concentrou funções no comando financeiro e estratégico da empresa e também integrou o Conselho de Administração. A Alliança agradeceu sua atuação e destacou as contribuições prestadas durante o período em que esteve à frente da gestão.
As mudanças ocorrem em um momento delicado para a companhia, que recentemente informou ao mercado que ajuizou uma ação cautelar em caráter antecedente na Comarca de São Paulo, suspendendo cobranças e execuções, ao mesmo tempo em que iniciou um procedimento de mediação com credores. Essa medida faz parte de um esforço para reorganizar a estrutura financeira e criar condições mais estáveis para negociações. A dívida líquida da empresa somava cerca de R$ 500 milhões ao fim de setembro, segundo o último resultado divulgado. Com o objetivo de garantir um ambiente de negociação equilibrado, a companhia busca respaldo na Lei de Recuperação para proteção temporária enquanto negocia suas obrigações.
O Conselho de Administração aprovou a eleição de João de Saint Brisson Paes de Carvalho como novo membro independente do colegiado, com mandato até a primeira assembleia geral a ser realizada após 19 de março de 2026. O executivo possui experiência em administração, finanças e governança corporativa, com passagem por conselhos de administração e fiscais de diversas empresas. Com essa mudança, o Conselho de Administração passa a ser composto por José Luiz Mendes Ramos Júnior (presidente), Thalis Leon de Ávila Saint Yves e João de Saint Brisson Paes de Carvalho, ambos conselheiros independentes. A reestruturação da companhia traz implicações operacionais, de mercado e riscos/oportunidades, sobretudo no que diz respeito à capacidade de negociação com credores e à continuidade das operações.
Em meio a esse cenário, investidores e stakeholders acompanham de perto as negociações e os desdobramentos da recuperação judicial da empresa. A governança corporativa passa a ser um ponto-chave nesse processo, garantindo que as decisões sejam tomadas de forma transparente e equitativa. A saída do CEO e as mudanças no Conselho de Administração podem impactar a percepção do mercado sobre a estabilidade e a estratégia da companhia, influenciando sua posição no setor de saúde. Nesse contexto, a Alliança busca equilibrar suas obrigações financeiras com a necessidade de manter a continuidade e a qualidade de suas operações.
