Economia

Consumidor sob pressão: como a IA ajuda a C&A a vencer a crise econômica

Consumidor sob pressão: como a IA ajuda a C&A a vencer a crise econômica

O ambiente econômico para o consumidor brasileiro se tornou ainda mais desafiador em 2026, com níveis recordes de endividamento, pressões sobre a inflação e juros altos que reduzem a renda disponível para compras de bens não essenciais. As redes varejistas de moda enfrentam além disso a concorrência de plataformas asiáticas como Shein, Shopee e AliExpress. Para a loja C&A, que conseguiu navegar pelo quadro desafiador dos últimos anos, é necessário se tornar ainda mais assertivo na escolha de coleções em suas lojas e na plataforma digital. A empresa está investindo em tecnologia para personalizar a jornada de compra do consumidor, usando inteligência artificial para aumentar a produtividade e as vendas.

O cenário econômico atual é marcado por uma combinação de fatores que afetam negativamente a capacidade do consumidor para realizar compras de bens não essenciais. A inflação, que tem sido uma preocupação constante, tem pressionado o Orçamento das famílias, deixando menos dinheiro disponível para gastos com moda e outros bens não essenciais. Além disso, os juros altos tornam cada vez mais caro o crédito para os consumidores, que já estão endividados em níveis recordes. Esses fatores combinados criam um ambiente desafiador para as redes varejistas de moda, que precisam encontrar formas de se adaptar e sobreviver nesse cenário adverso.

A C&A, uma das varejistas que melhor conseguiram navegar pelo quadro desafiador dos últimos anos, está investindo em tecnologia para personalizar a jornada de compra do consumidor. A empresa está utilizando inteligência artificial para criar experiências de compra mais personalizadas e eficazes, o que deve ajudar a aumentar a produtividade e as vendas. Conforme os números do primeiro trimestre de 2026 indicam, essa estratégia está surtindo resultados, com as vendas de vestuário no conceito de mesmas lojas subindo 4,8% na comparação anual. A margem bruta da categoria também subiu, de 54,6% para 55,5%, como reflexo da redução de descontos. O investimento na tecnologia cresceu 51,5% na comparação com o mesmo período de 2025, com um volume de R$ 61,2 milhões.

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