Copa do Mundo de Futebol: preços absurdos em Miami, entre R$ 12.600 e R$ 28,9 milhões
A Copa do Mundo de futebol que começa no próximo mês na América do Norte está sendo marcada por preços surpreendentes de ingressos. A partida da primeira fase entre Portugal e Colômbia, marcada para 27 de junho em Miami, está sendo vendida por valores superiores ao do Super Bowl. Os ingressos mais baratos para essa partida estão sendo cotados em média em US$ 2.500, cerca de R$ 12.600, de acordo com a TicketData, que monitora plataformas de revenda. Esse valor supera o preço médio de entrada do Super Bowl de 2025, que é de US$ 2.109, cerca de R$ 10.600. A partida terá lugar no Hard Rock Stadium.
No site oficial de revenda da FIFA, os preços para Portugal x Colômbia variam entre US$ 2.300, cerca de R$ 11.600, e impressionantes US$ 5,75 milhões, cerca de R$ 28,9 milhões. Esses valores não incluem a taxa de 15% cobrada dos compradores nem a taxa de 15% cobrada dos vendedores. Para se ter uma ideia do impacto desses preços, uma lua de mel de duas semanas em St. Barts pode ser mais barata do que alguns assentos para a final da Copa do Mundo. O mercado de ingressos para a Copa do Mundo está sendo influenciado pela alta demanda e pela inflação nos preços dos eventos esportivos.
A alta nos preços dos ingressos pode ser atribuída a vários fatores, incluindo a oferta e demanda, os custos de produção e logística do evento, e a expectativa de lucro dos vendedores. Além disso, a Copa do Mundo é um evento esportivo de grande magnitude que atrai milhões de fãs de todo o mundo, o que pode levar a uma alta nos preços dos ingressos devido à alta demanda. Para muitas pessoas, como Andy Loaiza, que cresceu em Bogotá e está disposto a gastar até US$ 1.500 por ingresso para ver a seleção colombiana jogar, o custo-benefício de assistir ao jogo ao vivo pode ser mais importante do que o preço.
Em uma Copa do Mundo com o formato expandido para 48 seleções, que dilui a força dos jogos, os preços altos dos ingressos podem ter implicações práticas para os fãs e para a economia em geral. A alta nos preços pode limitar o acesso ao evento para muitas pessoas, especialmente aquelas com menor renda. Por outro lado, a alta nos preços também pode gerar receita para a FIFA e para os organizadores do evento, o que pode ser usado para investir em infraestrutura esportiva e em programas sociais relacionados ao esporte.
