Latache Capital: a gestora que acionou Usiminas e agora faz aliança com Vorcaro
A Latache Capital, uma gestora de recursos, tem sido destaque nos noticiários econômicos brasileiros devido às suas participações em embates societários em empresas como MBRF, Oncoclínicas e, mais recentemente, Usiminas. Fundada pelo economista mineiro Renato Azevedo, a empresa ganhou notoriedade na primeira metade dos anos 2020, especialmente por suas conexões com empresários de Minas Gerais que vêm ocupando espaço crescente na Faria Lima. Entre esses empresários estão nomes como Bruno Ferrari, fundador da Oncoclínicas, e Lucas Kallas, do grupo Cedro, que é investidor de longa data da Latache e até recentemente detinha uma participação significativa na gestora. A relação entre Kallas e a Latache remonta ao início da década de 2020, e em 2025, ele se tornou sócio de Azevedo, embora tenha afirmado que sua atuação era como investidor sem interferir nas decisões da gestora.
O contexto econômico em que a Latache opera é marcado por uma complexa teia de relações entre empresários, investidores e empresas. A participação da Latache em empresas como a Usiminas, por exemplo, reflete uma estratégia de investimento que visa influenciar a gestão e a direção dessas companhias. Isso é possível devido à capacidade da gestora de mobilizar recursos e apoiar suas posições em assembleias e decisões societárias. Além disso, a entrada da Latache no radar da Faria Lima coincide com um período de juros mais altos e inflação controlada, o que pode influenciar as estratégias de investimento de gestores como a Latache. A capacidade de navegar nesse ambiente econômico e identificar oportunidades de investimento é fundamental para o sucesso de uma gestora de recursos. Em termos práticos, isso significa que a Latache precisa estar atenta às tendências do mercado e às oportunidades de investimento que surgem em diferentes setores da economia.
A relação entre a Latache e empresários como Lucas Kallas e Daniel Vorcaro é particularmente interessante. Vorcaro, do Banco Master, tem sido alvo de investigações sobre sua atuação no mercado financeiro, e a Latache tem investido em fundos que são objeto de investigação. Isso levanta questões sobre a diligência e a transparência nos processos de investimento da gestora. Ao mesmo tempo, a venda da participação de Kallas na Latache, anunciada recentemente, pode sinalizar mudanças na estrutura de propriedade da gestora e potencialmente influenciar suas estratégias de investimento futuro. Em um mercado onde a transparência e a governança corporativa são cada vez mais valorizadas, a atuação da Latache e de seus sócios será seguida de perto por investidores e reguladores.
A atuação da Latache no mercado brasileiro reflete a complexidade e a dinâmica do setor financeiro. Com sua estratégia de investimento focada em influenciar a gestão de empresas, a gestora enfrenta desafios e oportunidades em um ambiente econômico em constante mudança. A capacidade de adaptação e a visão de longo prazo serão fundamentais para o sucesso da Latache e de seus investidores. Enquanto isso, o mercado aguarda com atenção as próximas movimentações da gestora e como elas podem impactar o panorama econômico brasileiro.
