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Mamona, a alternativa sustentável ao óleo de palma, explode no Brasil a partir de hoje

Mamona, a alternativa sustentável ao óleo de palma, explode no Brasil a partir de hoje

A expansão da produção de mamona pode criar um novo fluxo de preços e contratos futuros no agronegócio brasileiro. A União Europeia exige que 10% dos combustíveis usados no transporte aéreo sejam sustentáveis até 2030, o que impulsiona a demanda por óleos vegetais não alimentares. A mamona aparece como uma alternativa ao óleo de palma, criticado por seus impactos ambientais. No entanto, para alcançar sua meta de 200 mil hectares em cinco anos, a Casterra precisará convencer um número expressivo de grandes produtores a adotar uma cultura ainda incipiente no portfólio. Isso exigirá investimentos significativos em tecnologia, logística e capacitação de produtores.

A consolidação da mamona como cultura de escala pode ter implicações operacionais, de mercado e riscos/oportunidades para o agronegócio brasileiro. A demanda por combustíveis sustentáveis cresce por pressão regulatória, e o bioquerosene de aviação é um dos segmentos que mais pressiona a demanda por óleos vegetais não alimentares. Além disso, a produção de mamona pode contribuir para a diversificação da produção agrícola no Brasil e para a redução da dependência de culturas tradicionais. No entanto, é fundamental que a expansão da produção seja feita de forma sustentável, respeitando as condições ambientais e sociais das regiões onde a cultura será implantada. O programa RenovaBio e a crescente demanda por combustíveis sustentáveis criam um cenário favorável para a expansão da produção de mamona no Brasil.

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