Mercado de arte em crise, super-ricos migram para jatos privados
O mercado de arte está enfrentando um momento de dificuldade, com vendas que não avançam, enquanto outros setores que se beneficiam dos super-ricos, como empresas de jatos privados, estão em plena expansão. Isso pode ser um sinal de que os mais ricos estão direcionando seu dinheiro para outros ativos, já que as pinturas têm se mostrado um investimento decepcionante. Além disso, o mercado de arte pode ter se tornado dependente demais de colecionadores da geração baby boomer, que já passaram do auge de suas compras. O resultado é uma demanda geral instável, o que pode ser testado nos leilões de primavera em Nova York.
Com a falta de confiança, os vendedores estão optando por garantias de lance mínimo para evitar que suas obras fiquem sem comprador. Isso pode dar uma visão mais clara da demanda real, embora os lances em obras sem garantia também sejam um indicador importante. A globalização de arte cresceu apenas 4% em 2025, segundo o relatório Art Basel e UBS Art Market Report, e estão 7% abaixo dos níveis de 2019. Isso é um sinal de que o mercado de arte está perdendo atrativo para os colecionadores ricos, que podem estar buscando outros investimentos mais lucrativos.
Embora não seja um fenômeno isolado, essa perda de atrativo é intrigante, especialmente considerando que outros setores de luxo estão em expansão. As entregas de jatos privados foram as maiores em 15 anos, segundo a General Aviation Manufacturers Association, e as vendas de superiatos de luxo bateram recorde histórico. Além disso, o S&P 500 nos EUA está próximo de máximas históricas, o que sugere que os portfólios inflados deviam incentivar as famílias ricas a gastar com arte cara. Isso significa que a perda de atrativo do mercado de arte pode ser um sinal mais profundo de mudanças na cultura e nos hábitos de consumo dos ricos.
Nos próximos meses, o mercado de arte precisará se recuperar da falta de confiança e achar formas de conquistar novos colecionadores. Isso pode incluir a apresentação de obras de alta qualidade e a inovação nas formas de vender e exibir a arte. Além disso, a indústria precisará encontrar formas de se conectar com as novas gerações de colecionadores ricos, que podem ter interesses e preferências diferentes.
