Empréstimo pessoal surpreende com alta de 0,14% em abril mesmo com Selic menor agora a 8,44% ao mês
A taxa média do empréstimo pessoal nos bancos brasileiros aumentou em abril de 2026, apesar da redução da Selic, a taxa básica de juros da economia. Essa alta levou o custo médio do empréstimo pessoal a atingir 8,44% ao mês, o que representa uma elevação de 0,14 ponto percentual em relação a março. Esse movimento contraria a expectativa de que a redução da Selic levasse automaticamente a uma queda nos juros dos empréstimos pessoais. No entanto, a realidade mostra que os bancos brasileiros ainda são muito influenciados por fatores como inadimplência, concentração bancária e custos operacionais, o que mantém os spreads (diferenças entre o custo de captação dos bancos e o juro cobrado do tomador) em patamares elevados.
Essa alta na taxa do empréstimo pessoal é um indicador preocupante da rigidez estrutural dos spreads bancários no Brasil. Os números da Fundação Procon-SP mostram que, apesar da redução da Selic, os bancos continuam a precificar riscos elevados no crédito pessoal, o que limita o impacto das reduções de juros sobre o consumidor final. Além disso, é importante notar que qualquer acréscimo mensal no custo do empréstimo pessoal se acumula de forma relevante no montante final pago pelo tomador, o que pode ser um fardo significativo para muitas famílias. O que isso significa é que, até que os bancos brasileiros sejam capazes de reduzir seus custos e riscos, é provável que os juros dos empréstimos pessoais continuem a ser um obstáculo para muitos consumidores.
Agora, vamos mergulhar um pouco mais fundo na economia para entender os motivos por trás dessa alta nos juros do empréstimo pessoal. É importante lembrar que a Selic é a taxa básica de juros da economia, e sua redução é suposta a se refletir automaticamente nos juros dos empréstimos pessoais. No entanto, os bancos brasileiros têm uma história de manter seus spreads elevados por razões como inadimplência, concentração bancária e custos operacionais. Além disso, a alta inflação no Brasil nos últimos anos tem levado os bancos a precificar riscos elevados no crédito pessoal, o que mantém os juros altos. Em última análise, o que isso significa é que, até que a economia brasileira seja capaz de se recuperar e a inflação seja reduzida, é provável que os juros dos empréstimos pessoais continuem a ser um obstáculo para muitos consumidores.
Essa situação reforça o debate sobre a macroeconomia brasileira e a eficácia da política monetária no repasse de cortes de juros para o crédito ao varejo. Historicamente, o Brasil apresenta um dos maiores spreads bancários do mundo, o que limita o impacto das reduções da Selic sobre o consumidor final. Nesse contexto, a alta nos juros do empréstimo pessoal nos bancos brasileiros é um indicador preocupante da rigidez estrutural dos spreads bancários no Brasil.
